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Tributo à Billie Holiday

 

Ó doce e sensual canto! 

É de Billie Holiday tal encanto. Ela me faz invejar 

Lester Young, pois, poder adormecer ao acalanto 

dessa voz esculpida por Deus de modo ímpar 

e lapidada pelas amarguras raciais e de amor, é carícia auditiva. 

 

Se o jazz é música para fornicar, 

Billie é um convite a tanto. 

Lady Day do Harlen, ao cantar 

é a quintessência do soul, o canto 

da beleza sem esperança: pura emoção! 

 

Eleanora Fagan, depois Billie: a gardênia que encanta 

em cada lamento que derrama de seu infeliz e triste coração; 

menina e mulher sempre humilhada, artista e negra segregada, decanta 

de sua infeliz e sofrida condição humana, doces e estimulantes cantos tão 

belos quanto amargos e nos quais ela nasce e morre e já por isso toca coração 

 e mente, senão de todos que a ouvem, pelo menos, daqueles mais sensíveis. 

 

 Olao (Bsb,17/07/1979 - 3:40h). Vinte anos da morte de Billie.