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Entendendo o porquê da Ètica - A ética ilumina a consciência humana, sustenta e dirige as ações do homem, norteando a conduta individual e social. É um produto histórico-cultural e, como tal, define o que é virtude, o que é bom ou mal, certo ou errado, permitido ou proibido, para cada cultura e sociedade. Dessa maneira, a ética é universal, enquanto estabelece um código de condutas morais válidos para todos os membros de uma determinada sociedade e, ao mesmo tempo, tal código é relativo ao contexto sócio-político-econômico e cultural onde vivem os sujeitos éticos e onde realizam sua ações morais.

A conduta do ser humano é uma resposta a um estímulo mental, ou seja, é uma ação que se segue ao comando do cérebro e que, manifesta-se variável, também pode ser observada e avaliada. Como tais respostas aos estímulos não são sempre as mesmas, variando sob diversas circunstâncias e condições, não se deve confundir tal fenômeno com um simples comportamento. O comportamento também é uma resposta ao estímulo cerebral, mas é constante, ou seja, ocorre sempre da mesma forma, e, nisso, diferencia-se da conduta, pois esta sujeita-se à variabilidade de efeitos.

No emprego de conceitos, pois, como ação, comportamento, atitude, conduta, existem diferenças que expressam razões também diferentes das conseqüências da influência do cérebro, sobre o que ocorre na concretização de seus estímulos.

O que a Ética estuda é, pois, a ação que, comandada pelo cérebro, é observável e variável, representando a conduta humana.

O estudo doutrinário a respeito do motivo que leva a produzir a conduta é um específico esforço intelectual; buscar conhecer o que promove a satisfação, prazer ou felicidade é, nessa forma de entender a questão, mais que analisar o bem como uma coisa isolada ou ideal, simplesmente. O estudo doutrinário a respeito do motivo que leva a produzir a conduta é um específico esforço intelectual; buscar conhecer o que promove a satisfação, prazer ou felicidade é, nessa forma de entender a questão, mais que analisar o bem como uma coisa isolada ou ideal, simplesmente.

A Ética, como estudo da conduta, todavia, já é percebida em Protágoras, quando em seus ensinamentos pregava o que fazer para ser virtuoso perante terceiros. A denominada Ética da Conduta ou Ética do móvel, tem inspiração milenar e já a encontramos nos pensadores clássicos. Xenofonte indicou caminhos de ação do homem para que fossem observados de forma adequada, perante cada um dos aspectos de sua presença, ou seja, perante a divindade, os amigos, a sociedade, a pátria, etc., cada um exigindo uma ação específica, uma conduta peculiar a ser observada.

Ética: é a ciência que estuda o conduta humana apontando seus erros e desvios e formulando os princípios e valores básicos a que deve subordinar-se a conduta individual do homem para o bem e a harmonia social do grupo a que pertence. Apresar de haver princípios e valores éticos genéricos e estáveis no tempo e no espaço, a Ética é ajustável a cada época e lugar.

A Ética depende da Filosofia porque é esta que, como ciência primeira (a ciência das ciências, a ciência das razões primeiras) vai determinar aqueles valores e princípios norteados da vida humana.

È a Ética que converte o homem animal em homem civilizado e dignificado. Dai porque o homem é o ser (a existência) mais relevante no Universo.

Distinção entre Ética e Morall: a Ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade, entendendo-se por moralidade/moral a caracterização dos atos humanos como bem ou mal. O dever, em geral, é objeto da Ética.

- Deontologia: ciências dos deveres.

Ética divide-se em:

- Diceologia: ciências dos direitos.

Ética Profissional: só há, tecnicamente, profissão quando uma atividade humana é organizada formalmente e exercida segundo normas técnicas e regulamentares e um corpo de normas éticas. Sem isso há, apenas, ocupações e não profissões.

Se muitos exercem a mesma atividade, é preciso que uma disciplina de conduta seja adotada.

Uma ordem deve existir para que se consiga eliminar conflitos e especialmente evitar que se macule o bom nome e o conceito social de uma categoria. Cria-se a necessidade de uma mentalidade ética e de uma educação pertinente que conduza à vontade de agir, de acordo com o estabelecido. Essa disciplina da atividade é antiga, já encontrada nas provas históricas mais remotas, e é uma tendência natural na vida das comunidades

Um código de ética é um acordo explícito entre os membros de um grupo social: uma categoria profissional, um partido político, uma associação civil etc. Seu objetivo é explicitar como aquele grupo social, que o constitui, pensa e define sua própria identidade política e social; e como aquele grupo social se compromete a realizar seus objetivos particulares de um modo compatível com os princípios universais da ética.

Um código de ética começa pela definição dos princípios que o fundamentam e se articula em torno de dois eixos de normas : direitos e deveres.

O interesse no cumprimento do aludido código passa, entretanto a ser de todos. O exercício de uma virtude obrigatória torna-se exigível de cada profissional, como se uma lei fosse, mas com proveito geral.

Ao definir direitos, o código de ética cumpre a função de delimitar o perfil do seu grupo. Ao definir deveres, abre o grupo à universalidade. Esta é a função principal de um código de ética. A definição de deveres deve ser tal que, por seu cumprimento, cada membro daquele grupo social realize o ideal de ser humano.

Quais os limites de um código de ética ? Um código de ética não tem força jurídica de lei universal. Mas deveria ter força simbólica para tal. Embora um código de ética possa prever sanções para os descumprimentos de seus dispositivos, estas sanções dependerão sempre da existência de uma legislação, que lhe é juridicamente superior, e por ela limitado. Por essa limitação, o código de ética é um instrumento frágil de regulação dos comportamentos de seus membros. Essa regulação só será ética se e quando o código de ética for uma convicção que venha do íntimo das pessoas.

Cabe sempre, quando se fala em virtudes profissionais, mencionarmos a existência dos códigos de ética profissional. As relações de valor que existem entre o ideal moral traçado e os diversos campos da conduta humana podem ser reunidos em um instrumento regulador. É uma espécie de contrato de classe e os órgãos de fiscalização do exercício da profissão passam a controlar a execução de tal peça magna. Tudo deriva, pois, de critérios de condutas de um indivíduo perante seu grupo e o todo social. Tem como base as virtudes que devem ser exigíveis e respeitadas no exercício da profissão, abrangendo o relacionamento com usuários, colegas de profissão, classe e sociedade.